O desemprego, conflito familiar, o êxodo rural e as drogas são os principais motivos que levam cidadãos a morar nas ruas do Centro de Manaus. Entre eles é possível encontrar pessoas de vários países, como Bolívia, Canadá, Colômbia, Jamaica e Peru. A constatação foi feita pelo pesquisador da UniNilton Lins, Francisco Nailson dos Santos Pinto Júnior. Ele é um dos aprovados pelo Programa de Apoio à Formação de Recursos Humanos Pós-Graduados do Estado do Amazonas (RH-Interinstitucional-Fluxo Contínuo) da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM).
De acordo com o pesquisador, dados preliminares indicam que o principal problema envolve a população indígena, que sai de suas comunidades em busca de melhores oportunidades e acabam como indigentes nas ruas de Manaus. “A maioria cai no vício do álcool e na prostituição”, salientou.
Denominado “Reconstrução da Cidadania do Morador do Centro de Manaus”, o trabalho será desenvolvido no âmbito do mestrado em Ciências Jurídicas, da Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O objetivo é fazer o levantamento das características dos cidadãos que vivem à margem da sociedade. “Ao final da pesquisa pretendo mostrar os resultados para o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS). Quero de alguma forma ajudar no combate à fome e ao abandono”, frisou, acrescentando que o apoio da FAPEAM será fundamental para o andamento da pesquisa.
Segundo Nailson Júnior, a ideia do projeto nasceu quando foi montado o grupo “Acordar sem Fome”, que distribuía gratuitamente, todas as quintas-feiras, sopas para moradores de rua do Centro de Manaus. Ele contou que faz esse trabalho há mais de cinco anos.
Além da distribuição das sopas, o grupo “Acordar sem Fome” desenvolve outras atividades, como a distribuição de livros, cortes de cabelo e projeção de filmes (Cine Lençol). “Queremos adotar o copo de pão, que já é feito por um grupo de Campinas, interior de São Paulo. Vamos distribuir sopas em copos feitos de pão. Assim o morador de rua toma a sopa e come o copo”, destacou.
De acordo com Nailson Júnior, conforme levantamento nacional do MDS, muitos moradores de rua têm algum tipo de formação profissional. De cada 100 pessoas pesquisadas, pelo menos 30 tinham concluído o antigo 2º grau. “A falta de oportunidades de trabalho leva as pessoas a se tornarem pedintes ou alcoólatras”, observou.
Fonte: Agência FAPEAM
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