Cerca de 90% dos trabalhadores da construção civil continuam em greve em Manaus. Eles estiveram na manhã desta segunda-feira (12) nos canteiros de obras e decidiram cruzar os braços, mais uma vez, em protesto contra a negativa de reajuste salarial. Apenas 10% do efetivo de operários continua nas obras. Por volta das 9h, aproximadamente 1,5 mil trabalhadores já haviam deixado os postos de trabalho.
O vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil do Amazonas (Sintracomec), Cícero Custódio, reuniu nesta manhã com os trabalhadores, em um canteiro de obra localizado no bairro Parque 10. Ele pediu que os operários deixassem o trabalho. Apenas alguns homens permaneceram no local onde está sendo construído um condomínio.
Segundo Custódio, o episódio de hoje deve se repetir por tempo indeterminado. "Continuaremos dia após dia pedindo que os trabalhadores voltem para casa, até que as reivindicações de reajuste salarial de 8,3% mais cesta básica sejam atendidas", disse. Custódio não confirmou a paralisação em 100% da categoria.
Já o SINDUSCOM
O Sindicato das Empresas da Indústria da Construção Civil do Estado (Sinduscom) informou que cabe a Justiça decidir o caminho que a greve deve tomar. Segundo o sindicato, os empresários tentaram negociar com os trabalhadores, mas eles recusaram a contraposta.
O Sinduscom entrou com uma ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) na última sexta-feira (9) e alega que, só vai aceitar o que a Justiça determinar. Na ação, o Sinduscom pede que o TRT julgue a legalidade da greve e o percentual de reajuste.
Greve atinge apenas setor imobiliário
De acordo com a assessoria do Sinduscom, a greve atinge apenas o setor imobiliário. Aproximadamente 110 empresas são sindicalizadas em Manaus. Do total de empregados, 20 mil são legalizados e possuem carteira de trabalho assinada. O sindicato também estima que outros 20 mil trabalhadores estejam em situação irregular.
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